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vai que vai

a gente anda

a gente cai

a gente levanta e vai


e assim a gente vai


no impulso, pulsa, expulsa

avulsa, mas vai


e assim a gente vai


marca hora, perde tempo, pede cinco minutinhos

desperta e vai


e assim a gente vai


acha graça, acha estranho

nem acha nada e vai


e assim a gente vai


passa longe, passa frio, passa raiva,

pede passagem, uva passa

vira o ano e vai


e assim a gente vai


levando, empurrando, largando

solta e vai


e assim a gente vai


na beira, na ladeira, na madeira

na cidreira e vai


e assim a gente vai


não sabe se ama ou se larga o osso

se finge ou se deixa disso

deixa rolar e vai


e assim a gente vai


nem sempre do jeito que quer

mas vai do jeito que der

aceita e vai


e assim a gente vai


na vaia, na gandaia, morre na praia

na ressaca, mas vai


e assim a gente vai


chega mais, chega pra lá, aperta que dá

encaixa e vai


e assim a gente vai


pede água,

pé de cachimbo,

chá de cadeira

entediado, mas vai


e assim a gente vai


troca ideia, troca as bolas, conta trocado

arredonda e vai


e assim a gente vai


ora, chora, melhora

uma hora vai


e vai

porque voltar é que não vai




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